The Independent , de Londres
Astronautas que vão a Marte Serão proibidos de jogar xadrez
Charles Arthur
Candidatos interessados em viajar até marte, estejam avisados: Não incluam na bagem seus tabuleiros de xadrez.
Os Jogos “competitivos” serão proibidos no voo que deve durar dois anos, devido ao risco de transformarem a missão espacial num conflito potencialmente desastroso de egos.
Em lugar deles, os viajantes espaciais de longa distância provavelmente levarão a bordo um computador “psicólogo”, tal com Hal, o computador eternamente calmo de “2001, uma Odisseia no Espaço”, para o qual vão poder confiar suas frustrações e atritos com os outros integrantes da tripulação.
Também serão encorajados a participar de jogos “cooperativos” como o RPG (“Role Playng Game”ou jogos em que os participantes desempenham papéis) “Dungeons and Dragons”, para reduzir o estresse, o tédio, a ansiedade e a depressão que podem provocar a maior de todas as possíveis falhas de sistemas na missão.
“Num caso extremo, o estrese poderia colocar em risco a própria missão e a sobrevivência dos tripulantes”, disse Joannad Wood, que vem estudando o assunto com uma qeuipe da Nassa.
A equipe ideal para a viagem a Marte deve ser composta de seis pessoas, homens e mulheres, avalia a Dra. Wood, para quem uma terá que ter personalidade “alegre, extrovertida”, para ajudar a manter o bom humor das outras nas fases monótonas da missão.
Na quinta feira, a Dra. Wood presidiu um debate sobre a psicologia das missões espaciais de longa duração, em um encontro de astrônomos no Reino Unido.
Com as permanências cada vez mais longas das naves espaciais em órbita, os pontos fracos de seus ocupantes assumem importância cada vez maior. “Os russos tiveram que interromper duas missões antes do previsto porque os tripulantes apresentaram problemas psicológicos. Após problemas envolvendo xadrez, o jogo foi proibido entre os cosmonautas.
Um componente básico da bagagem pode ser um computador para o qual os tripulantes poderiam “confiar” mágoas, frustrações e ressentimento: “Eles lhes daria a chance de externar as frustrações sem ter que conversar com alguém que fizesse parte do problemas”.


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